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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

As Cobranças da Vida

Acreditar em uma realidade, em uma combinação de eventos, em uma teoria, não as torna reais. Mesmo que você divulgue para quantas pessoas puder, mesmo que faça muitos outros acreditarem. Nossa mente é muito capaz de criar soluções alternativas para fugirmos da realidade que nos apresenta. Normalmente isso acontece para tirarmos a nossa culpa e colocarmos em outras pessoas, mas lá no fundo, bem guardado, sabemos das mentiras que contamos, apenas tentamos esconder a verdade de nós mesmos porque nos faz sofrer.

E mais fácil odiar o próximo e culpá-lo pelos nossos fracassos e sofrimentos do que a nós mesmos. A dor é menor. Esse comportamento denota nossa incapacidade em assumir a responsabilidade pelos atos que praticamos.

As vezes a vida nos coloca em situações complicadas e temos a opção de enfrentar, de lutar contra, de ultrapassar as dificuldade, mas fazemos isso quando estamos conscientes e alertas, ciente do que é real e do que não é. Nem sempre a situação é de luta, pode ser um caso de resignação, de aceitação pelos erros do passado. Pode ser a vida cobrando aquilo que fizeste de errado no passado, mas que a justiça dos homens deixou passar.

Quando a vida cobra a reparação, brigar, espernear, gritar, só faz piorar, a dor só aumenta, as consequências só pioram. Com a nossa mãe, com o nosso pai, com o chefe, podemos ter essas atitudes, mas neste caso não dá. É como se ela apertasse mais e mais. A dor aumentará e continuará aumentando enquanto a postura negativa for mantida, até o dia em que você se der conta da realidade e do mal que fez. Quando perceber vai precisar reparar os erros cometidos. Começa aí uma nova jornada.

Durante o resgate das faltas pode ser que a dor aumente ainda um pouco mais. Isso é para ver se você realmente entendeu os danos causados pelas suas ações e para que possa repará-los. Só depois a dor será aliviada e a vida seguirá seu curso.

Muitos optam por terminar a própria existência terrena enquanto sofrem, sempre colocando a culpa em outros seres. Mal sabem que esse é o maior ato de insubordinação que podem cometer e que ao invés de diminuir, o sofrimento será amplificado e por muito mais tempo.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Doutrina da Fuga Mental

Esses são trechos do livro Diálogo com as Sobras, de Hermínio Miranda, que trata do processo mental de fuga, que acomete tanto os seres encarnados quanto os desencarnados. Vou me abster de comentar porque acredito que as palavras do autor dizem tudo.

"A contínua observação desses métodos, ao longo dos anos, vai desenhando para nós um perfil mais nítido dos segredos e mistérios do transviamento moral. As atitudes agrupam­-se e, em cada uma delas, repetem­-se os gestos, as palavras, os impulsos, as motivações. No entanto, guardam todas, e cada uma delas, a sua individualidade e as suas surpresas. Não sei como explicar esse jogo, entre o inédito e o esperado.

Parece que as posições são basicamente as mesmas, mas, dentro delas, cada um toma o caminho que lhe impõem os seus fantasmas interiores. Em suma: há certas constantes que se repetem, que se cristalizam, que constituem modelos, padrões, ou o que seja, dentro dos quais a individualidade de cada um se preserva, mantendo certa autonomia. É como se, num conceito amplo de determinismo difuso, eles agissem dentro de um amplo raio de livre escolha.

Uma das constantes, identificadas nesses seres que perseguem, que dominam, que espalham a dor, é a fuga. Fogem de si mesmos, das suas próprias dores, das suas angústias e frustrações. Sejam quais forem as justificativas que invoquem para as suas atitudes — quando as apresentam — o mecanismo é sempre o mesmo: procuram esquecer seus próprios crimes e aflições, adiar o encontro com a verdade, anestesiar-­se na insensibilidade, pelo cruel e desumano processo de acostumar­-se à fria contemplação da dor alheia.

É preciso entendê­-los bem. Não são monstros irrecuperáveis, que merecem o santo horror e a condenação eterna. Não são seres desprezíveis, que tenhamos de abandonar à sua própria sorte, para sempre. Temos que nos aproximar deles com sentimento de amor fraterno e de compreensão, não com nojo, como se fôssemos os redimidos, e eles os réprobos perdidos em seus crimes. Temos de entender que estão em fuga.

A couraça de que se revestem é mais frágil do que parece, e não é impenetrável aos fluídos sutis do amor. Defendem-­se da dor, atacando, agredindo, maltratando. Tentam cicatrizar suas próprias feridas abrindo ferimentos em outros corações. No fundo, sabem que podem somente adiar o reencontro com as suas realidades interiores, mas não ignorá-­las para sempre.

Quantos deles nos têm dito que sabem muito bem disso, mas que saberão “ser homens ”, quando chegar, para eles também, a cobrança! Enquanto não chega, prosseguem suas tarefas abomináveis. Sabem de suas responsabilidades, e imaginam, com bastante precisão, o que os espera um dia, quando “caírem”.

Por isso mesmo é que resistem, enquanto podem, buscando apoio nas organizações a que pertencem, pois essa é a lei a que se apegam: a lei da solidariedade incondicional, que os protege mutuamente do dia do despertamento.

Essa é a doutrina da fuga.

Por outro lado, quem foge precisa de esconderijos para ocultar­-se. No caso, ocultar­-se de si mesmo. São muitos, esses refúgios. O principal deles talvez seja o esquecimento do passado. Este recurso é básico, essencial mesmo, para aquele que precisa, perante sua própria consciência, justificar-se.

Se ele voltar sobre seus passos, ao seu pretérito, irá descobrir que sofreu aquele ferimento exatamente porque, antes, causou dor semelhante a alguém, faltando, assim, à lei universal da fraternidade. O esquecimento o ajuda a manter acesa a chama rubra do ódio e, portanto, a da vingança. É vítima “inocente” de um crime inominável. Logo ele, que sempre foi bom e correto, que nenhum mal fez a ninguém..."

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O que fazer com os conflitos?

Afinal, devemos evitar os conflitos? Ou devemos encará-los de frente? Cada caso é um caso e é difícil saber de antemão o que fazer, mas o que eu sei é que é boa prática evitar os conflitos na vida, você se sente melhor sem eles, muito melhor.

Estou em um bom momento na minha vida, um momento de mais paz interior do que qualquer coisa. E quando se passa um bom tempo nesse estado e um pouco mais equilibrado, um conflito pode e normalmente consegue te tirar um pouco do eixo, principalmente se este equilíbrio for uma conquista recente, como é o meu caso. Isso te perturba muito mais do que se você estivesse vivendo em meio a muitos outros conflitos.

Você deixa de estar acostumado a esta energia ruim e quando ela vem, sente o impacto. Isso não é bom. Gasta-se alguns dias para se recuperar plenamente e voltar ao mesmo estado de antes. Quando se está em equilíbrio a muito tempo, aí não, a onda passa e você nem percebe, é apenas uma marola. Nesses casos você consegue evitar os problemas ou resolver as confusões sem se afetar tanto, mas a situação não é essa.

Porém, o que me diz se eu devo aceitar ou não o conflito? Se devo deixar para lá ou lutar para resolver? É preciso olhar para dentro e pensar nas suas reais motivações, é preciso se conhecer, pesar os benefícios e os prejuízos para tomar a decisão certa . É preciso pensar com muita calma e ignorar um pouco o que a outra parte pensa ou acha que sabe.

No momento, tenho um conflito para resolver e está acontecendo desta forma, está me desequilibrando, mas por que eu preciso resolver isso? Eu poderia simplesmente deixar para lá. Por que não quero deixar passar? Isso é algo que só eu sei e é um problema que preciso resolver comigo mesmo.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Não Esconda, Corrija!

Temos o péssimo costume de esconder nossos defeitos e hábitos ruins. A nossa preocupação é que os outros não saibam dos nossos erros. Também não queremos que saibam das nossas infelicidades. A preocupação principal é com uma imagem externa falsa e não com o eu verdadeiro.

O que importa de fato é não ter os defeitos, assim você vive mais feliz. Quanto mais seu interior for exposto, mais as pessoas irão corrigí-lo ou reclamar das suas atitudes. Isso lhe dará mais oportunidades para melhorar. Da outra forma, o que se faz é ignorar um problema e mais outro e mais outro.

Isso é fonte de sofrimento, porque cedo ou tarde as pessoas mais próximas irão descobrí-los e se decepcionarão. Quando existe a preocupação da autocorreção, seja por uma aviso externo ou por uma percepção interior, você melhora e todos notam. Deixa de ser uma máscara e passa a ser algo real, o sofrimento desaparece e você se sente muito mais feliz.

Meu conselho é: não se preocupe em esconder seus defeitos. Deixe que os outros vejam. Eles poderão ajudá-lo. As pessoas lhe indicarão o que deve ser melhorado e basta que se tenha a humildade de reconhecer estas dicas e trabalhar para corrigir aquilo que está errado.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O Custo de Oportunidade, Uma Questão de Escolha

A Economia é a ciência que estuda a escolha quando os recursos são escassos, e eles quase sempre o são. Raríssimos os momentos onde não precisamos decidir entre duas ou mais coisas ou situações. Quase tudo na vida é fruto de escolhas. O custo de oportunidade é o custo relacionado à melhor opção que você não escolheu.

Isso significa, que sempre que você não puder escolher todas as coisas ao mesmo tempo, você terá um custo por optar por uma oportunidade. É o custo de não fazer a melhor das outras coisas. O que você precisa é saber qual escolha te trará mais benefícios. Sendo assim, fica fácil deixar uma de menor benefício para trás.

Só tem um problema: para escolher, é preciso saber o que se quer. Como determinar o que é mais vantajoso quando não se sabe o que considerar? O que é melhor? Ir ao cinema ou comer pizza? Ir a praia ou jogar futebol? A resposta não é absoluta e quando não se tem tempo para as duas coisas, a escolha não selecionada é o custo que se tem pela opção feita. Jogar futebol lhe custou não ir a praia, mas pode ser que você se sinta melhor jogando futebol.

Algums escolhas podem ser refeitas dia após dia, outras, apenas uma vez na vida. As vezes o Universo nos presenteia com uma segunda chance de escolher algo importante e para escolher com sabedoria é preciso se conhecer muito bem, de outra forma, você pode não saber que critérios valorizar.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Imediatista

O imediatista pensa em soluções a curto prazo. Ele pensa em ir do ponto A ou ponto B na hora que precisa. Qual é a melhor forma de fazer isso? Ele não pensa "Da próxima vez que eu quiser ir de um ponto A a um ponto B, quantas opções terei?" Qual o problema nisso? O problema é que ele só tem as opções disponíveis naquele momento para escolher. Este cara não constrói mais opções para a próxima vez, a próxima vez não existe. Ele não pensa um pouco mais a frente, não imagina as coisas que ele pode virar a querer, então, trabalha sempre com poucas possibilidades imediatas aparecem.

O Imediatista não se prepara para o futuro, porque o futuro não existe. Dando um exemplo mais palpável, seria como não ir a escola com 14 anos. Quais são as necessidades? Jogar bola? Jogar video game? Namorar? Meu pai me dá dinheiro, logo, não existe motivo para ir a escola.

Na maioria dos casos, chega um dia em que ele tem 3 escolhas, ou 2 e ele reclama, pensa em como ter mais escolhas naquele momento e não encontra solução. Não existem outras opções porque ele não se preparou para ter outras opções. O curioso é que nunca, nunca pensa que se parar o que está fazendo, postergar sua escolha e for a escola, na próxima vez que tiver que fazer a mesma escolha, terá 40 opções e não mais aquelas 2 ou 3 que não o atendem e assim ele segue por toda a vida, sempre fazendo escolhas que o satisfazem ou simplesmente não podendo escolher e não percebe nunca, que na verdade, ele escolheu não poder escolher.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Sendo Diferente

Quando todo mundo vai para um lado e você escolhe o outro, depois de um tempo, um dos pensamentos certamente será: Será que eu estou errado? Provavelmente estou errado. Quais são as chances de se estar certo fazendo quase tudo diferente dos outros? O sentimento de solidão é inevitável, por outro lado, um caminho conhecido te leva necessariamente aonde alguém já esteve.

Pegando uma trilha alternativa você experimenta sensações e emoções pelas quais as outras pessoas não estão passando, logo, não tem com quem falar, nem tem o que falar. É um caminho diferente, é difícil explicar. Quanto mais longe você vai, mais difícil fica se comunicar e aí você precisa se centrar, ter atenção para não perder a direção. Sua mente pode falhar na imensidão e no isolamento.

Até onde vale a pena fazer diferente e se afastar dos outros? O afastamento é inevitável. Você vive outro mundo, outra realidade, pensa em outras coisas. Isso torna os pontos de contato muito pequenos e simplesmente te afasta.

Até onde ir depende do quanto sua vida te agrada sendo dessa forma. As vezes te dá motivo para ficar feliz, as vezes, para ficar triste, mas quanto de cada um? Depende também de como você entende sua vida ou suas vidas e de quanto você olha para vida dos outros. Isso faz muita diferença.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Válvula de escape

Para quem detesta português (a materia escolar), até que eu escrevo bastante. Escrevo muito mesmo e acho que entendo porque. Antes eu escrevia muito menos. Já que eu falava muito mais.

Demorei para perceber que falar adianta muito pouco, porque as pessoas não ouvem. A fala quase sempre é direcionada a alguém, então se torna pessoal e daí vem a resistência, ofensa e mais um monte de coisas. Então, para que falar?

Quando parei de falar percebi que minha valvula de escape estava fechada e ela sempre explodia. Parecia um vulcão que devastava tudo ao redor. Depois de sofrer muito com isso, meio que sem querer, desandei a escrever assuntos aleatórios, mas logo percebi que esses tópicos são tudo, menos aleatórios. A escrita é melhor forma de aliviar a pressão, dá vazão a todos os pensamentos e nada se torna pessoal a menos que o nome de alguém esteja escrito.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mais Fácil ou Mais Difícil?

É mais fácil dizer "eu quero" do que "eu faço"
É mais fácil dizer "ele não faz" do que "eu não faço"

Nossas atitudes geram reações.

Tem gente que reclama de ter tomado um soco na cara após jogar pedra no carro de outra pessoa
O cara não precisava bater na sua cara, isso é fato.
Mas entenda, se você não tivesse jogado a pedra, não teria apanhado.

Antes de cobrar do outro uma reação mais educada, verifique se a sua ação foi a melhor possível.
Antes de pensar o que ele poderia ter feito, pense: "o que eu poderia ter feito?"

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Distorção da Realidade

Todos nós distorcemos os acontecimentos a nosso favor, isso sempre acontece. Só que algumas pessoas fazem isso em demasia. Eu não sei o quanto é consciente e o quanto é inconsciente, mas acontece. E achamos que estamos nos favorecendo quando colocamos essa pequena mentira em nossas mentes, mas quando perdemos a noção que isso não é verdade, aí a coisa complica.

Mentir para os outros porque você pretende ter alguma vantagem é feio, mas você ainda sabe que está mentindo. Chega um ponto onde você distorce a realidade sempre. Percebendo ou não você muda a sua versão da história e quer que os outros acreditem nisso.

No início todo mundo acredita, mas não demora muito até os primeiros perceberem o quanto você é desonesto com os fatos e isso passa a te prejudicar. Sempre que você fala aparece a desconfiança. Será mesmo que é verdade? Será mesmo que foi assim? Você passa a ser sempre duvidado.

Até aí, está ruim, mas não é o fim do mundo. O pior é quando você começa a basear suas atitudes nas suas mentiras. Ou seja. Toma uma decisão baseada em um fato que nunca aconteceu. Pode ser que tudo dê certo algumas vezes, mas se você parte de idéias erradas, tem grande chance de chegar a uma conclusão errada sobre as coisas e isso vai acontecer na maioria dos casos. Aí sua vida se torna um inferno e tudo passa a dar errado, mesmo que você faça tudo aparentemente certo.

Você está fazendo as coisas baseado nas suas idéias falsas. Elas lhe fazem tomar a decisão errada e agir errado para concertar o problema. No fim, provavelmente, você terá um resultado inesperado.

Então, se alguém está te falando as coisas que você leu acima e você acha que tem problemas. Pense um pouquinho. Será que as outras pessoas estão certas? Ou você não faz isso? Sua vida está ruim por outro motivo? Se for por outro motivo, procure ele, mas cuidado, você pode passar o resto da vida mentindo para você mesmo e encontrando o motivo errado.

Procure sempre a verdade. Tente ser fiel aos fatos, sempre.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Acúmulo

Acumular sentimentos ruins é uma das piores coisas que um ser humano pode fazer com ele mesmo e com as pessoas a sua volta.

Muita gente meio que "gosta" de fazer isso. Se sente "bem" com essa atitude. Parece que dá uma sensação de justiça em relação aos outros.

O que a pessoa faz é acumular todas as mágoas possívels em relação ao um outro indivíduo o máximo possível e a cada novo problema gerado pela mesma pessoa todo o resto retorna e a barrinha de energia acumulada apenas sobe.

Isso torna as menores atitudes insuportáveis. Lembre-se que quanto mais vazio está o local, mas coisa cabe nele, mas quanto mais cheio, o menor volume é capaz de causar uma explosão.

Imaginem um pneus prestes a explodir com tanto ar e eu coloco mais ar. Se você for tão resistente quanto um pneu, o acúmulo vai resultar em uma explosão. Se você for tão resistente quanto um saco plástico, a ruptura será bem menor. Mas qualquer que seja o caso, será difícil demais para você e para os outros.

Os sentimentos do acúmulo serão sentidos bem antes da explosão e a vida vai ficar ruim, muito ruim, até se tornar insuportável.

O problema maior é que as vezes temos a ilusão que explodimos por causa dos outros, mas não é verdade. Explodimos por causa de nós mesmos, porque guardamos isso dentro de nós.

Alguns guardam, outros remoem e aumentam a mágua, o rancor, o ódio. Ficam pensando nisso o tempo todo e até procuram situações de associação para relembrar as piores cosias possíveis.

Isso não faz bem. Se você passar por problemas, deixe-os ir embora tão logo quanto eles tenham passado. Remoer, remoer, relembrar, repensar os detalhes, normalmente não vai te ajudar. Não adianta ficar relembrando mil vezes que alguém te ofendeu. Bastar saber que a pessoa te ofendeu.

terça-feira, 15 de março de 2011

Conhece-te a ti mesmo

Conhecer-se é uma das coisas mais difíceis e uma das mais importantes. Se não for a mais importante de todas.

Ao ignorar seu próprio "eu" você estabelece objetivos que não é capaz de alcançar e se frustra por não conseguir chegar lá. Você estabelece compromissos que não é capaz de honrar e decepciona as outras pessoas com as quais se comprometeu.

Você se sub ou super estima. Ao fazer isso, deixa de tentar algo por não acreditar que pode ou não faz o esforço necessário para chegar onde poderia por se achar melhor do que devia.

Além disso tudo, ao fracassar você não consegue entender o motivo. Porque isso aconteceu? Como? E a resposta é simples. Você não se conhece. Seus planos estavam errados. Mesmo que tudo que foi planejado tenha sido executado, o plano não funciona para você, porque você não é quem imagina ser.

O pior de tudo é. Como você não sabe porque não deu certo, então imagina que a culpa não é sua. Se você fez tudo o que precisava, como pode a culpa ser sua? Então a culpa é de outra pessoa, certo? Quantas vezes você fracassou por culpa própria? Poucas? Nenhuma? Pensa bem, mas seja honesto.

Isso acontece com todo mundo em grau maior ou menor e quanto mais você se analisa, maiores são suas chances de sucesso.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Os Defeitos dos Outros

Uma das coisas mais fáceis do mundo é enxergar os defeitos dos outros. Uma das coisas mais difíceis do mundo é enxergar o próprio defeito.

A nossa tolerância com os defeitos alheios é tão grande quanto é a compreensão dos nossos próprios defeitos. Quando compreendemos que não somos perfeitos, passamos a ter mais tolerância e calma com os que vivem ao nosso redor porque aumenta o nosso entendimento de quanto os outros nos suportam.

Se você não sabe que tem defeitos e não sabe que incomoda os que estão a sua volta, então você não tolera o comportamento desagradável deles. Isso acontece justamente por que sua mente inocente acredita que só os outros tem problemas. Não você.

É bem comum existir uma pessoa dentro de casa que briga com todas as outras na maioria do tempo e reclama do comportamento alheio sempre. Mas se você filmar as cenas e mostrar a uma pessoa externa a confusão, verá que o culpado é quem reclama dos outros. Será assim em 90% dos casos.

Acredite, a chance de você não incomodar outras pessoas com seu comportamento é mínima. Então, por mais difícil que possa parecer, tenha mais tolerância com os defeitos dos outros. Tenha pelo menos tanta tolerância quanto você gostaria que eles tivessem com você.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Projeção - Faça Diferente

Que tal lermos a definição de projeção segundo a psicologia? Aprendi isso pela primeira vez poucos dias antes de ir ao psicologo pela primeira vez.

"Em psicologia, projeção é um mecanismo de defesa no qual os atributos pessoais de determinado indivíduo, sejam pensamentos inaceitáveis ou indesejados, sejam emoções de qualquer espécie, são atribuídos a outra(s) pessoa(s). De acordo com Tavris Wade, a projeção psicológica ocorre quando os sentimentos ameaçados ou inaceitáveis de determinada pessoa são reprimidos e, então, projetados em alguém.

A projeção psicológica reduz a ansiedade por permitir a expressão de impulsos inconscientes, indesejados ou não, fazendo com que a mente consciente não os reconheça. Um exemplo de tal comportamento pode ser o de culpar determinado indivíduo por um fracasso próprio. Em tal caso, a mente evita o desconforto da admissão consciente da falta cometida, mantém os sentimentos no inconsciente e projeta, assim, as falhas em outra(s) pessoa(s)."

Essa é uma definição da Wikipédia, não minha. De qualquer forma, eu acho que o indivíduo se torna especialista em achar o seu defeito nos outros. De verdade.

Eu mesmo sou assim e era mais ainda antes. Eu me tornei mestre em ver nos outros o defeito que eu mais tenho. E eu só percebi quando ouvi minha esposa falar algo que não era para me afetar, mas acabou afetando e aí eu compreendi.

Alias, dizem que precisamos conviver em família porque é a família que aponta nossos defeitos e nos faz melhorar. Só que muitos de nós não aceita que seus defeitos sejam apontados. E outros, fazem a projeção e acusam seus familiares de serem o que elas (que estão acusando) são.

Eu ficava irritado pelo fato dos outros terem o meu defeito e não via que eu tinha aquele defeito em muito maior grau. Qualquer sinal daquele defeito na outra pessoa me deixava bravo. Depois eu entendi. Eu ficava bravo porque não conseguia me controlar e fazia isso sempre.

sábado, 17 de julho de 2010

O Caminho

Como Morpheus disse para Neo, "existe uma diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho" e essa diferença determina onde nossa vida vai chegar.

Passei por isso em parte da minha vida. Eu sabia que caminho seguir, mas não sabia como segui-lo. As coisas sempre me puxavam de volta para o caminho antigo. Isso se chama condicionamento. Eu estava condicionado. Só que fui eu mesmo quem me condicionei. Talvez tenha sido a sociedade, mas foi com o meu consentimento. Eu permiti.

Quantas foram as vezes que eu percebi que o caminho estava errado, tomei a decisão de seguir por outro lado, mas não fiquei lá por muito tempo? Sem que eu percebesse, ia aos poucos pegando uma rota alternativa que me deixava de volta no primeiro caminho.

A solução? Não é simples, mas você pode começar no novo caminho a cada dia. Se você não acha que aguenta uma mudança radical em sua vida, pegue o caminho alternativo que leva do primeiro e pior caminho para o segundo e melhor, mesmo que demore, funciona. Escolha uma coisa boa para mudar, consolide isso em você, depois escolha outra e assim vai.

E quanto tem uma pedra no caminho? Bom, as vezes conseguimos contornar ou passar pro cima. No meu caminho tinha uma chamada orgulho. Eu não precisei dinamitá-la, consegui dar a volta, mas as vezes, é preciso dinamite, ou C4 para mandar a pedra para o espaço.

Eu não precisei trocar de vida, nem de emprego, nem de companheira, nem de carro, nem de casa, nem de família, mas precisei trocar de atitude e acredite, trocar de atitude é mais difícil do que trocar todo o resto.

Para seguir o outro caminho, você precisa trocar de atitude. Quando você troca a atitude, fica mais fácil enxergar o que está errado e assim você não troca o que não precisa. Já pensou se você troca de carro e descobre anos depois que o problema é o motorista?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Novo Dia

Cada dia é um novo dia e uma nova oportunidade para recomeçar e para fazer as coisas de formas diferentes. É difícil corrigir os erros do passado porque o passado se foi e não volta.

A maior dificuldade de começar um novo dia com um espírito novo são os fantasmas do passado. É difícil não pensarmos hoje no que aconteceu ontem. Felizes são os cachorros reabilitados por Cesar Millan que conseguem deixar o dia de ontem lá atrás, ontem, onde é o lugar desse dia.

O novo dia tem a tendencia de ser o mesmo dia de ontem porque nossas atitudes e as atitudes das pessoas a nossa volta são iguais as de ontem. Como ter novas atitudes? Como viver o novo dia se as pessoas mais próximas de você não vivem nesse dia? Afinal, as coisas estão todas ligadas. O que afeta um, afeta todos de uma forma ou de outra.

Ao mesmo tempo que você interagi com todos os outros você é independente. Por ser assim, pode pensar e agiar separadamente e contagiar ao invés de ser contagiado. Acho que o caminho para viver o novo dia é não viver no modo automático e assim não repetir hoje as atitudes de ontem. Se você consegue isso, você conseguiu dar um bom passo em direção ao novo dia, mas ainda falta o outro passo.

E o outro passo é: Você não pode pensar em ontem quando ver as coisas funcionando como ontem. Quando os outros agirem como agiram ontem, você precisa interpretar isso de forma diferente. Precisa interpretar o mundo como no novo dia.

As vezes estamos vivendo o novo dia, mas vem algo que liga a chave do Modo Ontem e essa chave é difícil de desligar, como é difícil. então, tome cuidado com os momentos que ligam o seu Modo Ontem, mas lembre-se, amanhã é um novo dia.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Confiança

A manutenção de confiança constante é uma das coisas mais importantes para conseguirmos o que queremos, seja lá o que for que queremos. A falta dela nos impede de continuar tentando, nos impede até mesmo de começar. Para muitos, impede até mesmo de sonhar.

Quando queremos derrotar um adversário antes da batalha começar, a maneira mais fácil é abalando sua confiança, porque aí retira-se também boa parte da vontade.

Os períodos de confiança baixa são os períodos onde menos faço coisas que gosto e quando sou menos feliz. Ainda bem que esses períodos são pequenos e quando ela retorna, retornam os sonhos, a alegria e eu volto a fazer as coisas que me sinto bem fazendo. Tudo fica melhor. A vontade de fazer as coisas significa que eu acredito que posso fazer e quando eu estou acreditando, significa que estou bem.

Acho que todo pai e mãe, deveriam incentivar seu filho a ser confiante, a acreditar em si mesmo, porque um dia ele pode precisar muito disso. Afinal, se você não acredita que consegue, dificilmente uma outra pessoa vai acreditar em você.

As pessoas são muito parecidas, entretanto, normalmente não acreditamos que podemos fazer o que uma outra pessoa faz, mas não paramos para pensar que, antes de fazer o que está fazendo agora, aquela pessoa acreditou, se esforçou, tentou, tentou, aprendeu, treinou, se dedicou... e no final, ela consegue fazer por causa disso. E provavelmente, nós também fariamos se tivessemos acreditado e nos esforçado tanto quanto àquela pessoa que já conseguiu.

As vezes a diferença é apenas a prioridade que damos às coisas e não a nossa falta de capacidade. Um acha mais importante Y, outro acha mais importante X e um outro prefere Z. Se um dia você não quiser mais saber de Z e quiser alcançar Y, eu acho que você consegue se acreditar e se esforçar o suficiente. Se você tiver confiança em você mesmo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Falar e Fazer São Coisas Bem Diferentes

Existe uma diferença absurda entre falar e fazer. Falar é a coisa mais fácil do universo. Todo mundo fala, eu falo, você fala. Mas conseguir fazer o que se fala é uma das coisas mais difíceis que tem. Quantas vezes você já se convenceu de que faria algo e não fez? Quando vezes você já achou que estava fazendo algo e alguém te contou que você não estava? Você falava, mas não fazia. Imagine as coisas que não te falaram ainda.

Não é incomum nós falarmos que fazemos algo ou que vamos fazer algo e não demora nem um dia até fazermos exatamente o contrário. Ter força de vontade para manter o compromisso ou a posição assumida, no dia a dia, a cada momento, a cada minuto, não é fácil. Vejam os politicos do Brasil, que são uma parcela representativa da população.

Mesmo quando ficamos orgulhosos de fazer o que falamos, é difícil se manter fazendo. Daí vem o meu post sobre o exemplo. O exemplo é importante porque ninguém mais acredita nas palavras. Palavras não valem nada no mundo. Por isso existem contratos e outros mecânismos de garantia.

E para melhorar? Bom, se você ainda faz o que não fala, ou fala o que não faz, apenas tente-se lembrar o máximo de vezes possível que você não está fazendo o que gostaria de estar fazendo. Por mais eu cometa os mais diversos erros, eu tento não tirar da minha cabeça que fiz errado para fazer certo da próxima vez. Quando deixo esse pensamento ir embora, bom, aí eu acabo fazendo errado novamente.

Faz parte do processo.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Conheça Você Mesmo

Uma das coisas mais importantes que você pode fazer na sua vida é se conhecer. Esse é o caminho para todo o resto.

Se conhecendo você é capaz de entender o que te deixa feliz e o que não deixa. Fica mais fácil entender de verdade seus limites e aptidões. O caminho a ser trilhado se torna mais fácil porque você consegue escolher o melhor caminho para a sua vida. A escolha passa a ser sábio. Deixa de ser aleatória.

Os que não se conhecem ficam tentando várias coisas diferentes, atiram para todos os lados e até assumem personalidades e gostos dos outros. De tempos em tempos eles mudam radicalmente de atitude e pensamento e estão sempre infelizes. Essa infelicidade vem porque eles vivem a vida de outras pessoas.

Gaste um tempo com você mesmo, pense sobre você, analise-se, mas não minta para si mesmo. Enquanto fizer isso, estará fadado a continuar infeliz.