No início das comunicações mediúnicas por nosso intermédio, tudo é muito novo e confuso, existe a vontade de permitir a comunicação o mais fielmente possível. Temos aquela vontade de conseguir dar passividade ao irmão que deseja se comunicar. Nesse momento em que iniciamos, queremos que seja intenso. Esse sentimento me colocou em conflitos em certas ocasiões.
A configuração do grupo de educação mediúnica e a minha posição na mesa fazem com que eu seja um dos últimos médiuns a ser interpelado por qualquer um dos dialogadores. Me parece haver mais psicofônicos do que gente para falar com eles. Então, quando as comunicações começam, tenho certo tempo para perceber as intenções daqueles que vêm falar.
O que uma pessoa faz quando está esperando a sua vez de falar em um ambiente qualquer? Ela repete mentalmente as palavras deseja expressar. Acontece o mesmo com o comunicante. O espírito fica repetindo as mesmas ideias, aquilo que ele deseja colocar para fora. É exatamente o que eu faço quando tenho ansiedade em falar e não posso. Diante disso, pensei em fazer um diálogo mental com ele. O que aconteceu foi que, em alguns casos, isso já resolveu a questão, ou diminui muito o problema.
Em determinadas ocasiões, quando o dialogador chegou, não havia mais comunicação a ser feita. Em outros casos, havia comunicação, mas o ímpeto do comunicante já não era o mesmo, uma vez que já havíamos conversado e nossas energias já haviam se misturado. Ou seja, ele estava mais equilibrado.
Lendo o livro Qualidade na Prática Mediúnica, do Projeto Manoel Philomeno de Miranda, identifiquei passagens onde somos instruídos a não interferir, a deixar a comunicação fluir da melhor forma possível. Diz-se que o médium deve ser absolutamente passivo, mas a pouca experiência que tenho não me permite concordar com isso.
Venho notando que, as vezes, o paciente não quer fazer determinada coisa que seria bom para ele. Quase como a pessoa que está emburrada com alguma situação, que quer ceder, mas não cede. Ela fica negando, mas está quase sendo convencida do contrário. E nesse momento, o médium está mentalmente ligado ao espírito e tem uma escolha: dar vazão à negação do comunicante e se opor à sugestão do dialogador ou aceitá-la. É como o processo inverso da obsessão.
Na situação da pessoa emburrada. Ela quer ceder, mas algo a diz para não ceder e ela não cede. Algo dentro dela, que pode ser uma outra mente, atua. Aqui funciona da mesma forma, a mente do médium consente e o irmão conectado acaba sendo influenciado positivamente.
No grupo, a orientação que temos é para que isso seja feito, já que a ideia é ajudar os que ali estão para serem ajudados. Só que uma parte de mim, médium sem experiência, gostaria de deixar fluir o desejo do outro de forma que houvesse maior intensidade no processo de comunicação. Aí fica o conflito entre afirmar a mediunidade através das experiências mais fortes ou ajudar os colegas mais rapidamente e liberar o espaço para outro que esteja precisando.
Para terminar, não digo que a situação seja sempre fácil assim, mas nos grupos de educação da mediunidade são levados os espíritos mais tranquilos, aqueles que já estão em processo de tratamento e próximos de uma melhoria.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Paulo e Estevão - Um Livro Fantástico
Eu estava bem reticente em ler o romance Paulo e Estevão, ditado por Emmanuel e escrito por Chico Xavier. Já havia lido Há 2000 Mil Anos e Cinquenta Anos Depois, que são obras de agradável leitura, mas pouco densas em lições.
Esses dois livros são quase como novelas da Globo. Existe um super vilão que consegue tudo ou quase tudo o quer através de meios pouco prováveis e no final as coisas mudam. Talvez sejam mais como uma novela Mexicana. O foco fica por conta das intrigas e os ensinamentos são poucos. Paulo e Estevão é completamente diferente.
É um livro recheado de lições interessantíssimas do início ao fim. É tão bem escrito e rico em detalhes que fiquei me perguntando: "Será que foi assim mesmo que aconteceu? Será que Emmanuel inventou tudo isso? Ou ele conseguiu coletar essas informações de algum lugar?"
Os personagens são riquíssimos em detalhes, cada um com suas características marcantes e estruturados de forma tão coerente que realmente parecem ter existido da forma como descrito. É uma obra muito emocionante que me fez até reconsiderar a possibilidade de ler Renúncia e Ave Cristo, os outros dois romances de Emmanuel, que havia optado por não ler.
É um livro Cristão que está acima das divisões sofridas por essa religião. Pode ser lido sem problema algum por Católicos, Espíritas ou Evangélicos. Por ser tão belo, creio que qualquer pessoa dessas religiões se sentirá profundamente tocada ao ler.
Esses dois livros são quase como novelas da Globo. Existe um super vilão que consegue tudo ou quase tudo o quer através de meios pouco prováveis e no final as coisas mudam. Talvez sejam mais como uma novela Mexicana. O foco fica por conta das intrigas e os ensinamentos são poucos. Paulo e Estevão é completamente diferente.
É um livro recheado de lições interessantíssimas do início ao fim. É tão bem escrito e rico em detalhes que fiquei me perguntando: "Será que foi assim mesmo que aconteceu? Será que Emmanuel inventou tudo isso? Ou ele conseguiu coletar essas informações de algum lugar?"
Os personagens são riquíssimos em detalhes, cada um com suas características marcantes e estruturados de forma tão coerente que realmente parecem ter existido da forma como descrito. É uma obra muito emocionante que me fez até reconsiderar a possibilidade de ler Renúncia e Ave Cristo, os outros dois romances de Emmanuel, que havia optado por não ler.
É um livro Cristão que está acima das divisões sofridas por essa religião. Pode ser lido sem problema algum por Católicos, Espíritas ou Evangélicos. Por ser tão belo, creio que qualquer pessoa dessas religiões se sentirá profundamente tocada ao ler.
sábado, 6 de setembro de 2014
A Intuição e a Mediunidade
Falar ou não falar sobre mediunidade neste blog? Esse foi uma decisão complexa, mas achei melhor colocar aqui do que criar um blog somente para o novo assunto. Talvez alguns fiquem assustados, talvez desvirtue um pouco o propósito do blog, mas fato é que preciso falar a respeito do assunto e começo tentando expor a perspectiva que tenho do relacionamento da intuição com a mediunidade. Claro que quando o assunto for esse, a Doutrina Espírita será tomada como premissa.
Alguns nascem com dons ostensivos, veem, ouvem coisas e conseguem distingui-las da realidade material com facilidade, mas e os outros? A maioria? Quando somos alunos, aprendendo essa doutrina, é comum acreditarmos que não temos mediunidade, embora ouçamos sempre que todos os seres humanos possuem esse dom em algum grau. Em uma turma grande, se você perguntar quem é médium, dois ou três vão levantar a mão. Alguns silenciarão por medo de julgamento: "Ah, ele se acha o médium", mas mesmo considerando esses, serão poucos.
Todos os alunos são convidados à educação desta habilidade natural ao termino do curso, que no meu caso, foi de 3 anos e meio, mas a maioria duvida da possibilidade de concretização da comunicação com o outro plano, justamente por nunca ter sentido nada e comigo não foi diferente no início. A verdade é que todos sempre sentimos muitas coisas, sempre escutamos muitas coisas, mas nunca nos damos conta disso.
Nos falta reflexão, nos falta autoconhecimento, nos falta saber quem nós somos de verdade. Nossa sociedade e cultura não trabalham esses valores com frequência, mas a realidade é que nossa mente é bombardeada o tempo inteiro com pensamentos que chegam de diversos locais. Tanto de encarnados, como de desencarnados. O ordinário é acharmos que esses pensamentos são sempre nossos. Para piorar, fomos e ainda somos criados achando que nossa mente é domínio impenetrável, mas isso é ilusão.
Quando passamos a nos conhecer em profundidade, começamos a identificar que alguns pensamentos simplesmente não fazem sentido em um determinado contexto. Melhor explicando, eles fazem sentido, o que parece ser coerente é que eles tenham saído de nós, ou então, se chocam com ideias que temos, vão de encontro aos nossos ideais. Existem ainda aqueles pensamentos que nos alertam, nos protegem, nos tiram de situações perigosas ou constrangedoras. Esses são o que chamamos de intuição, que para mim, numa opinião pessoal e intransferível, é um ótimo link entre o estudante e a mediunidade de fato.
Dando atenção a esses pensamentos, percebendo-os no instante em que chegam é que você vai se treinar para começar a identificar o que é seu e o que não é seu. Para isso, é necessário um longo caminho de reflexão consigo mesmo, é preciso se conhecer mais e mais. Somente então você terá a oportunidade de diferenciar o que vem de onde. Aí poderá começar o seu aprendizado na mediunidade prática, pelo menos foi assim que começou o meu.
Alguns nascem com dons ostensivos, veem, ouvem coisas e conseguem distingui-las da realidade material com facilidade, mas e os outros? A maioria? Quando somos alunos, aprendendo essa doutrina, é comum acreditarmos que não temos mediunidade, embora ouçamos sempre que todos os seres humanos possuem esse dom em algum grau. Em uma turma grande, se você perguntar quem é médium, dois ou três vão levantar a mão. Alguns silenciarão por medo de julgamento: "Ah, ele se acha o médium", mas mesmo considerando esses, serão poucos.
Todos os alunos são convidados à educação desta habilidade natural ao termino do curso, que no meu caso, foi de 3 anos e meio, mas a maioria duvida da possibilidade de concretização da comunicação com o outro plano, justamente por nunca ter sentido nada e comigo não foi diferente no início. A verdade é que todos sempre sentimos muitas coisas, sempre escutamos muitas coisas, mas nunca nos damos conta disso.
Nos falta reflexão, nos falta autoconhecimento, nos falta saber quem nós somos de verdade. Nossa sociedade e cultura não trabalham esses valores com frequência, mas a realidade é que nossa mente é bombardeada o tempo inteiro com pensamentos que chegam de diversos locais. Tanto de encarnados, como de desencarnados. O ordinário é acharmos que esses pensamentos são sempre nossos. Para piorar, fomos e ainda somos criados achando que nossa mente é domínio impenetrável, mas isso é ilusão.
Quando passamos a nos conhecer em profundidade, começamos a identificar que alguns pensamentos simplesmente não fazem sentido em um determinado contexto. Melhor explicando, eles fazem sentido, o que parece ser coerente é que eles tenham saído de nós, ou então, se chocam com ideias que temos, vão de encontro aos nossos ideais. Existem ainda aqueles pensamentos que nos alertam, nos protegem, nos tiram de situações perigosas ou constrangedoras. Esses são o que chamamos de intuição, que para mim, numa opinião pessoal e intransferível, é um ótimo link entre o estudante e a mediunidade de fato.
Dando atenção a esses pensamentos, percebendo-os no instante em que chegam é que você vai se treinar para começar a identificar o que é seu e o que não é seu. Para isso, é necessário um longo caminho de reflexão consigo mesmo, é preciso se conhecer mais e mais. Somente então você terá a oportunidade de diferenciar o que vem de onde. Aí poderá começar o seu aprendizado na mediunidade prática, pelo menos foi assim que começou o meu.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Como se fossemos eles.
Por mais difícil que seja, o que deveriamos fazer é olhar para os outros como se fossemos eles. Deveríamos levar em conta isso em todos os momentos de julgamento. E se fosse eu naquela posição? E se eu estivesse passando por esse momento? E e seu estivesse sujeito às mesmas regras, condições e pressões?
Fazer isso de forma completa é impossível, porque a nossa visão de mundo é resultado único de nossas experiências e não vamos conseguir nos colocar completamente no lugar do outro, mas se tentarmos, o resultado pode surpreender e nosso julgamente pode mudar de forma brutal.
Fazer isso de forma completa é impossível, porque a nossa visão de mundo é resultado único de nossas experiências e não vamos conseguir nos colocar completamente no lugar do outro, mas se tentarmos, o resultado pode surpreender e nosso julgamente pode mudar de forma brutal.
A Incansável Busca por Mais
Quando estamos sofrendo ou passando constantemente por dificuldades, costumamos dar grande valor às coisas boas que nos acontecem. Elas nos servem de alívio, ficamos felizes, notamos esses acontecimentos. Acabamos por nos sentir gratos pelas benécies da vida, mas a verdade é que, quando os problemas param, ou a nossa situação de vida muda, rapidamente nos acostumamos com o novo status. Esquecemos como eram as coisas. Paramos de dar o devido valor ao que agora temos e antes não tínhamos e aumentamos o nível de desejo.
O ser humano se adapta em pouco tempo às novas condições de vida que possui e, principalmente quando há melhora, esquece-se do passado e passa a reclamar segundo o seu novo ponto de vista. Isso é facilmente notável com dinheiro. Quanto mais temos, mais queremos. Basta um tempo de estabilização, estabelecemos o nosso novo patarmar de vida e movemos o desejo para um mais alto.
O problema é que isso não se aplica somente ao dinheiro, mas às condições de trabalho, aos relacionamento, aos prazeres da vida, à tudo. Parace que existe um dificuldade em reconhecermos um ponto saudável e possível e dali para frente, o que melhorasse seria lucro. Não fazemos isso. Vamos movendo esse ponto para o alto até torná-lo inalcancável. O que inevitávelmente nos levará à tristeza.
Estimo que dois anós seja o prazo máximo para uma pessoa enraizar sua nova condição e daí para frente, começar a exigir mais e mais e esquecer-se de tudo aquilo que ela valorizava antes e não valoriza mais.
E a verdade é que só nos damos conta disso tudo no momento em que voltamos para um ponto inferior. Aí vem o pensamento: eu tinha tudo aquilo, agora tenho bem menos e estou tão insatisfeito agora quanto eu estava quando tinha. Por quê?
O ser humano se adapta em pouco tempo às novas condições de vida que possui e, principalmente quando há melhora, esquece-se do passado e passa a reclamar segundo o seu novo ponto de vista. Isso é facilmente notável com dinheiro. Quanto mais temos, mais queremos. Basta um tempo de estabilização, estabelecemos o nosso novo patarmar de vida e movemos o desejo para um mais alto.
O problema é que isso não se aplica somente ao dinheiro, mas às condições de trabalho, aos relacionamento, aos prazeres da vida, à tudo. Parace que existe um dificuldade em reconhecermos um ponto saudável e possível e dali para frente, o que melhorasse seria lucro. Não fazemos isso. Vamos movendo esse ponto para o alto até torná-lo inalcancável. O que inevitávelmente nos levará à tristeza.
Estimo que dois anós seja o prazo máximo para uma pessoa enraizar sua nova condição e daí para frente, começar a exigir mais e mais e esquecer-se de tudo aquilo que ela valorizava antes e não valoriza mais.
E a verdade é que só nos damos conta disso tudo no momento em que voltamos para um ponto inferior. Aí vem o pensamento: eu tinha tudo aquilo, agora tenho bem menos e estou tão insatisfeito agora quanto eu estava quando tinha. Por quê?
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Sexo e Obsessão
Conversando com uma amiga e orientadora por causa da realidade próxima a mim, ela me sugeriu a leitura deste livro para que eu pudesse compreender um pouco melhor os casos de obsessão sexual, principalmente aqueles relacionados à pedofilia.
Sexo e Obsessão dedica mais da metade de suas páginas para tratar o caso de um jovem padre pedófilo, que foi abusado por seu pai e repete este comportamento doentio em crianças, inclusive na escola onde leciona.
Eu esperava um livro que tratasse mais do processo de degeneração dessas pessoas, que falasse um pouco mais do processo mental e dos sentimentos envolvidos nessa atitude hedionda para que eu pudesse entender melhor como funciona a mente de um indivíduo desses, mas a abordagem é outra, já mostra a mente degenerada e o que ela busca para continuar tendo aquelas sensações ou a relação do perturbado com os seres que atuam no plano espiritual.
A obra atribui o comportamento do Padre Mauro ao seu pai e ao seu comportamento sexual depravado que teve em vidas anteriores, quando vivia na França. Apesar de algumas frases deixarem bem claro que ter sido molestado não é desculpa para repetir o ato com um menino de oito anos e de várias afirmações colocando o criminoso como ofensor, muitas páginas são dedicadas a vitimizá-lo. O que, sinceramente, não me agrada.
O foco do livro é o fim da vida doentia do clérigo e a sua transformação em um homem de bem, sem fosse necessária a morte. Isso parece ser um caso bem raro. Aparentemente, o normal é este comportamento persistir por toda a vida. E o livro não é explícito neste ponto e para piorar, no caso citado, ainda defende que os acontecimentos sejam ocultados, um posicionamento perigoso. Os que cometem esse tipo de crime só podem voltar a molestar crianças por falta de denúncia e investigação. De outra forma, seriam impedidos.
Pode ser que, no caso do livro, a melhor opção fosse realmente evitar a divulgação. O crime específico não chegou a acontecer e, em tese, os espíritos sabiam que havia vontade de mudança interna no agressor, mas antes de ser descoberto, ele já havia feito a mesma coisa com muitos outros. Inúmeros molestadores, mesmo depois que são descobertos, continuam negando, fazendo pose e permanecem com suas atividades hediondas.
A história do padre é o gancho para algo maior, a vida do Marquês de Sade e suas perversões sexuais. A obra traz relatos interessantes do comportamento dessas almas no plano espiritual e também dos encarnados que possuem comportamento sexual obsessivo, durante o sono.
Tem gente que acha que a moral é um conjunto de regras que varia de acordo com a sociedade. O que é moralmente aceito hoje pode ter sido aceito ou não em um dia ou em outra sociedade. Sim, essa é a definição de moral, mas pela doutrina espírita, existe uma moral absoluta, que não é reprovada em época alguma ou por sociedade alguma e não é difícil imaginar quais seriam esses comportamentos.
Ao contrário, não há como dizer que atitudes as do Padre tenham sido aceitas por uma um grupo de pessoas que possa ser chamado de sociedade. Muitos usam a constatação da variação da moral humana apenas para justificar os próprios atos. Mas o fato da sociedade variar sua moral conforme a época não quer dizer que não exista um conjunto atemporal de bons costumes a serem seguidos.
No final das contas, a obra de Manoel Philomeno de Miranda e Divaldo Franco mostra que a busca incessante pelo prazer leva as pessoas a comportamentos cada vez mais perversos. Conforme se acostumam com isso vão buscando novas e novas formas. Até que a perversão chega a um ponto de difícil retorno, que gera muitos e muitos anos de sofrimento.
Sexo e Obsessão dedica mais da metade de suas páginas para tratar o caso de um jovem padre pedófilo, que foi abusado por seu pai e repete este comportamento doentio em crianças, inclusive na escola onde leciona.
Eu esperava um livro que tratasse mais do processo de degeneração dessas pessoas, que falasse um pouco mais do processo mental e dos sentimentos envolvidos nessa atitude hedionda para que eu pudesse entender melhor como funciona a mente de um indivíduo desses, mas a abordagem é outra, já mostra a mente degenerada e o que ela busca para continuar tendo aquelas sensações ou a relação do perturbado com os seres que atuam no plano espiritual.
A obra atribui o comportamento do Padre Mauro ao seu pai e ao seu comportamento sexual depravado que teve em vidas anteriores, quando vivia na França. Apesar de algumas frases deixarem bem claro que ter sido molestado não é desculpa para repetir o ato com um menino de oito anos e de várias afirmações colocando o criminoso como ofensor, muitas páginas são dedicadas a vitimizá-lo. O que, sinceramente, não me agrada.
O foco do livro é o fim da vida doentia do clérigo e a sua transformação em um homem de bem, sem fosse necessária a morte. Isso parece ser um caso bem raro. Aparentemente, o normal é este comportamento persistir por toda a vida. E o livro não é explícito neste ponto e para piorar, no caso citado, ainda defende que os acontecimentos sejam ocultados, um posicionamento perigoso. Os que cometem esse tipo de crime só podem voltar a molestar crianças por falta de denúncia e investigação. De outra forma, seriam impedidos.
Pode ser que, no caso do livro, a melhor opção fosse realmente evitar a divulgação. O crime específico não chegou a acontecer e, em tese, os espíritos sabiam que havia vontade de mudança interna no agressor, mas antes de ser descoberto, ele já havia feito a mesma coisa com muitos outros. Inúmeros molestadores, mesmo depois que são descobertos, continuam negando, fazendo pose e permanecem com suas atividades hediondas.
A história do padre é o gancho para algo maior, a vida do Marquês de Sade e suas perversões sexuais. A obra traz relatos interessantes do comportamento dessas almas no plano espiritual e também dos encarnados que possuem comportamento sexual obsessivo, durante o sono.
Tem gente que acha que a moral é um conjunto de regras que varia de acordo com a sociedade. O que é moralmente aceito hoje pode ter sido aceito ou não em um dia ou em outra sociedade. Sim, essa é a definição de moral, mas pela doutrina espírita, existe uma moral absoluta, que não é reprovada em época alguma ou por sociedade alguma e não é difícil imaginar quais seriam esses comportamentos.
Ao contrário, não há como dizer que atitudes as do Padre tenham sido aceitas por uma um grupo de pessoas que possa ser chamado de sociedade. Muitos usam a constatação da variação da moral humana apenas para justificar os próprios atos. Mas o fato da sociedade variar sua moral conforme a época não quer dizer que não exista um conjunto atemporal de bons costumes a serem seguidos.
No final das contas, a obra de Manoel Philomeno de Miranda e Divaldo Franco mostra que a busca incessante pelo prazer leva as pessoas a comportamentos cada vez mais perversos. Conforme se acostumam com isso vão buscando novas e novas formas. Até que a perversão chega a um ponto de difícil retorno, que gera muitos e muitos anos de sofrimento.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Escolha Suas Batalhas Com Cuidado
Faz algum tempo que eu decidi, de forma subconsciente, escolher mais cuidadosamente as minhas batalhas. Naquele tempo, era apenas uma questão de foco. Eu precisava de tempo para focar em um objetivo e aos poucos tive que fazer as escolhas, mas não havia refletido sobre a minha atitude.
Entretanto, depois que passei pelo processo e fiquei momentaneamente entre objetivos de vida, voltei a não selecionar bem as minha lutas, voltei a ser como antes e logo percebi o motivo de eu ter parado com isso. Essa atitude me desgasta e me consome. Toma tempo que eu poderia empregar em situações mais úteis e mais felizes. Costumo ser tomado por um ímpeto que consumia tempo absrudo e os resultados eram normalmente inúteis.
Foi então que me dei conta, notei quanto tempo e esforço eu gastaria e nessa hora consegui refletir melhor: preciso voltar a selecionar as minhas batalhas com mais cautela e de forma consciente, necessito ser preciso, focar naquilo que dará resultado e fará diferença na minha vida ou na vida das pessoas ao meu redor.
A maioria das nossas contendas são inúteis. Sabemos o resultado com antecdência, sabemos que nada vai mudar, mas por orgulho, por impulso ou por alguma outra razão, insistimos em fazer. Nesse último mês, dei um passo atrás. Parece que foi consolidar o aprendizado e dar mais dois passos à frente.
Como sempre acontece, daqui a alguns meses, a mesma situação se apresentará perante mim e terei a oportunidade de verificar se realmente aprendi a me comportar diferentemente.
Entretanto, depois que passei pelo processo e fiquei momentaneamente entre objetivos de vida, voltei a não selecionar bem as minha lutas, voltei a ser como antes e logo percebi o motivo de eu ter parado com isso. Essa atitude me desgasta e me consome. Toma tempo que eu poderia empregar em situações mais úteis e mais felizes. Costumo ser tomado por um ímpeto que consumia tempo absrudo e os resultados eram normalmente inúteis.
Foi então que me dei conta, notei quanto tempo e esforço eu gastaria e nessa hora consegui refletir melhor: preciso voltar a selecionar as minhas batalhas com mais cautela e de forma consciente, necessito ser preciso, focar naquilo que dará resultado e fará diferença na minha vida ou na vida das pessoas ao meu redor.
A maioria das nossas contendas são inúteis. Sabemos o resultado com antecdência, sabemos que nada vai mudar, mas por orgulho, por impulso ou por alguma outra razão, insistimos em fazer. Nesse último mês, dei um passo atrás. Parece que foi consolidar o aprendizado e dar mais dois passos à frente.
Como sempre acontece, daqui a alguns meses, a mesma situação se apresentará perante mim e terei a oportunidade de verificar se realmente aprendi a me comportar diferentemente.
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