segunda-feira, 4 de novembro de 2013

No Mundo Maior

"No Mundo Maior" é o quinto livro de André Luiz. Digamos que é uma sequência de "Nosso Lar". A obra se propõe a explicar a vida no mundo espiritual, assim como as anteriores. Conta diversos casos de pessoas que vieram a este mundo com algum propósito e fracassaram, mas isso é o padrão, algo que sempre é relatado.

O que me chamou atenção foi outro assunto: depois da metade do livro, o autor fala um pouco, ainda de forma bem superficial, do processo de degeneração da mente humana. Ele explica alguns fatores que levam o indivíduo a viver em uma realidade alternativa. É sutil, mas é possível entender bem.

Esse é um tema que vem me intrigando bastante. Conheço pelo menos três pessoas, uma com mais de 70, outra na casa dos 60 e um com cara com 40, que são extremamente capazes de formular realidades alternativas em suas mentes. Com uma delas o processo se deu por através de depressão e foi motivado por escolhas mal feitas, o que levou a um passado sendo remoído continuamente. Os outros dois casos me intrigam mais. Quem vê, acha que a pessoa mente apenas para "se dar bem", mas não, talvez tenha começado assim.

A vida pode nos levar a um ponto tal de sofrimento em que o cérebro é praticamente obrigado a fantasiar e a acreditar em tudo aquilo que eles mesmo cria, de outra forma, não conseguiria se sustentar em atividade.

O livro trabalha bem a questão de como os erros do passado afetam a noção da realidade conforme a idade passa, mas nem sempre os erros estão somente nessa vida. Pode ser coisa de longo tempo. Em muitos casos, a pessoa sabe que precisa resgatar suas dívidas, mas não aceita e se refugia da realidade criando outra.

Daí para frente, a crença passa a ser muito forte e quanto mais ela mente, mais acredita, até que tudo passa a ser a verdade para aquele indivíduo, que é mental e espiritualmente doente. Depois, ele se torna capaz de repetir essa realidade para todos a sua volta, como se fosse verdade.

Entretanto, nessa estória contada, muitas partes são desconexas, só fazem sentido para a mente que a cria, que não é capaz de notar os problemas de conexão existentes e não percebe que os outros o veem como louco.

Então, "No Mundo Maior" me ajudou a compreender um pouco melhor esses dois seres humanos com as quais eu venho tendo que manter certa convivência. Me fez enxergá-los um pouco mais como pessoas que precisam de ajuda do que como pessoas que são más.